segunda-feira, 2 de novembro de 2015

# Reflexão: A vida é tão rara…

Paciência é um movimento interior que tem o poder de nos fazer entender a vida e as delicadezas do tempo.
Mergulhar no coração da paciência, entender a raridade da vida é estranho mas não deixa de ser belo quando ficamos atentos a perceber a raridade da vida. Muitas vezes nossos olhos tão apressados não nos conduzem ao coração dessa raridade.
Muitas vezes matamos a nossa vida ou matamos a oportunidade de viver bem porque não somos capazes de fazer a leitura correta do que é que o tempo e nos pede. Em cada dia o tempo vai-nos pedir alguma coisa e é esse olhar atento que nos vai dando essa clareza de perceber o que hoje grita e chama por mim. Qual é a realidade que hoje é inadiável? As vezes somos tão negligentes na percepção disso que desperdiçamos tempo colocando nosso empenho numa realidade que não era para aquele momento. Torna-se importante desenvolver a habilidade de dizer “não” e dizer “sim” porque essa é uma habilidade que só a maturidade nos trás, porque as vezes somos imaturos e não sabemos ver as urgências do tempo. Vivemos numa ilusão. Não! Antes de tudo, preciso perceber o que é que a vida esta a pedir de mim! Porque nem sempre o outro, aquilo que posso fazer para agradar o outro está em consonância com aquilo que a vida está a pedir de mim. Mesmo que por crescermos, temos de ter a coragem de cortar muitas coisas. Quantas vezes na minha vida me empenhei em coisas erradas? E depois não temos como sermos Felizes! Depois não podemos descobrir um contentamento sabendo o que meu empenho não foi onde deveria ser. O que nos faz sentir bem, é olhar para o contexto das minhas escolhas e ficar confortável com aquilo que foi escolhido. A nossa maneira de viver, às vezes prívamos dessa percepção. Estamos muitos estranhos a nós mesmos. Nunca temos a capacidade de dar tudo, e fazer as coisas que se devia/podia ser feitas, mas resta a consciência de uma entrega pura e sincera para podermos libertar a dor…e muitas vezes o problema está do outro lado, porque quem recebe perde-se na insegurança de pensamentos estranhos e palavras embrulhadas que a vida não dá nem representa a realidade. Vivemos entalados entre dois mundos, o real, o verdadeiro e o imaginário, aquele que nos cega e não deixa ver…ver o que está mesmo à frente dos nossos olhos e dentro do coração. Focar no essencial e no verdadeiramente importante e sacudir o acessório é a chave da vida e da felicidade. Somos responsáveis pelo que dizemos, não podemos ser responsáveis pelo que o outro percepciona.

De um desconhecido…
De um desconhecido que também anda à procura de si mesmo com uma necessidade imensa de se encontrar no tempo, neste meu tempo…no fim, todos temos o direito de sermos felizes, e cada um sabe o que vai cá dentro...a vida é tão rara…


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