domingo, 27 de dezembro de 2015

Quem leva os meus fantasmas....

"De que serve ter o mapa, se o fim está traçado?
De que serve a terra à vista, se o barco está parado?
De que serve ter a chave, se a porta está aberta?
Para que servem as palavras, se a casa está deserta?

Quem leva os meus fantasmas?

Quem me salva desta espada…e me diz onde é a estrada?"

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Sun & Moon

Descubro no mais profundo de mim recantos misteriosos que nem o meu ser consegue entender, muito menos explicar. Sentir a irracionalidade dos sentimentos é o mesmo que tentar perceber o que existe para além do universo. Procurar racionalizar sentires é o mesmo que querer contar as gotas que existem no mar. Não adianta questionar, por em causa, duvidar ou mesmo racionalizar. Basta sentir, basta conter e “domesticar” os sentires. Não entendo tudo, não sei nada. Perco-me na minha descoberta e encontro-me sempre no silencio mais profundo do meu ser, daquilo que sou. Negar o que sou, pode ser o caminho para o abismo e nem sempre mudar é a chave. Na grande maioria das vezes, a maior mudança reside em aceitar o que sou e apenas ser fiel a mim mesmo, sem complexos. Eu sou dia e noite, sol e lua e encontrar o equilíbrio entre a luz e a escuridão é o segredo da vida, e está sempre dentro de mim! Sou fraco, mas estou em paz comigo mesmo!
Hoje é o dia mais pequeno do ano, ou será que hoje é a noite mais longa do ano?


Não chove, o céu está escuro e está frio…e recordo quando foste o sol e lua para mim. 



terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Lugares do nada

Levantou-se a custo, cambaleando pela noite, partiu dali como quem se despede de algo que na realidade nunca teve, sentimento estranho, incompreensível, difícil de explicar de tantas incongruências que carrega em si mesmo. Caminhou sem rumo e sem destino quando viu uma luz leve e desfocada ao fundo da noite. Era a luz que procurava, sentiu ali a força necessária que o fez andar estrada fora, mesmo sem saber o que o esperava para alem da seguinte curva. Sentia o chão como nunca sentiu, as pequenas pedras do caminho pressionavam a palma dos pés e geravam um misto de dor e de prazer, não sei se por ter outras dores mais intensas, ou por ter os pés molhados pela chuva daquela escuridão. À medida que se aproximava, a luz ficava mais nítida e intensa. Com passadas mais largas e apressadas, esgueirando-se por entre as gotas da chuva, finalmente chegou. Não chegou à luz, porque se apercebeu que à sua frente estava o mar. A luz estava mais alem, em pleno mar, possivelmente num barco à deriva, ou um barco de um pescador que puxava a sua rede na ânsia desesperada de encontrar alguma coisa. O som do mar bravo misturava-se com o bater da chuva na sua cabeça e com o canto do vento…uma estranha sinfonia.
Ali, imóvel, no lugar de ninguém, sentou-se! A chuva batia cada vez com mais força e o vento gélido entranhava-se pelo corpo. Estranhamente não sentia frio, apenas um calor imenso que o chegava a incomodar. Levantou a cabeça, passou a mão no rosto e sentiu a agua salgado do mar nos seus lábios. As mãos tremiam, não do frio, mas do sentimento inseguro do momento ou do cansaço que carregava das noites escuras e das sombras. Sim, a noite cansa e a sombra corroí. Ali, em frente do nada, no lugar de ninguém, percebeu que estava no seu lugar, ali era o seu lugar, o seu momento. Ele era o nada, sentado naquela pedra que estava no meio do nada. Ali percebeu a insignificância de tudo e a imensidão do nada. Pela primeira vez sentiu-se vazio e esgotado; vazio do seu eu e esgotado pelo nada. A olhar o mar, os olhos encheram-se e pela face caiu uma lágrima que se misturou com a agua salgada do mar. Apesar do vento frio, continuava com calor, já transpirava! Deitou cá para fora todo o pouco que ainda tinha…
Ali percebeu que tudo na vida se cura com agua salgada…e lembrou as palavras do poeta: “A cura para tudo é agua salgada – agua do suor, das lágrimas e do mar”
Levantou-se para regressar, regressar àquele lugar estranho onde tudo lhe parecia distante e que lhe chamavam “casa”. Estrada fora caminhava quando começou a sentir frio, e com ele veio a noção que a vida corre, mas que nada mais seria como antes, nada voltaria a ser igual. A agua salgada lavou-o, limpou-o de tudo o que era, mas o sal entranhou-se na sua pele…perdeu o olfacto e a capacidade de acreditar. O sal conservava-o, mas ficou amargo e pálido. Construiu um falso sorriso e caminhou…

Estrada fora, apenas ficaram as marcas das pegadas na lama da estrada…

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Paradoxos

" A capacidade de estar sozinho é a capacidade de amar. Isso pode parecer paradoxal, mas não é. Essa é uma verdade existencial: somente aquelas pessoas que são capazes de estar sozinhas, são capazes de amar, de compartilhar, de ir profundamente ao encontro da outra pessoa, sem reduzir o outro a uma coisa e sem se tornar "viciado" no outro. Eles permitem que o outro seja absolutamente livre, porque eles sabem se o outro partir, eles serão felizes como agora . Estar sozinho é um lugar de encontro, de chegadas e partidas. Só se encontra e só volta a partir de novo, quem tem a capacidade de se parar!"
"Being in Love"

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Menu da vida...

“Adoro ouvir tua voz. Sinto que ao longo dos últimos dias fui lentamente redescobrindo em mim um sentimento nobre. Um sentimento que provavelmente nunca vais saber que nutri por ti. Gostava de te ter conhecido em outras circunstâncias. Engraçado como só agora percebo o que sinto por ti. Agora que a probabilidade de nos cruzarmos é diminuta. Agora que provavelmente nunca nos vamos ver. Mas tenho de te confessar uma coisa, mesmo tu não sabendo que é para ti. Todas as vezes que me meti contigo, todas as vezes que te contradisse, estava a alimentar esse sentimento. A vida não é perfeita, mas eu adoro viver (aliás, quando eu falecer gostava que escrevessem na minha lápide “Aqui jaz…que morreu contra a sua vontade”) especialmente por poder descobrir este sentimento, estas sensações. Podia na verdade dizer o que sinto por ti, mas não tenho necessidade de me expor e de te magoar. Não tenho esse direito. Tenho minha vida que declaradamente vai na direção oposta à tua. A tua vida está a começar. A minha vai a meio. Tens sonhos, ambições, o mundo à tua espera. Eu já percorri metade do mundo, não sabia que era à tua procura. Ficas para sempre na minha alma. Fizeste-me tornar a sonhar. Agora posso dizer sem magoar a mais ninguém “estou apaixonado por ti””

Texto escrito num menu de um restaurante...e um ano depois, tal como disse (tweet) então..."Por mais que custe, está na hora de não me aproximar e ocupar o meu lugar".  Ao que parece, o mundo mudou...eu é que não!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Tempo

"As pessoas falam tanto de tempo. como se ele curasse tudo. Ele também destrói, corroí, separa e muda as pessoas. O tempo que trás, é o mesmo que leva. Leva momentos, lembranças, amigos e amores. O tempo tem pressa."

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Partidas e chegadas...

Dezembro…início de Dezembro, já lá passaram anos. Sexta-feira ao fim do dia, muito frio, semana longa e complicada, exausto, só ansiava por chegar a casa. O lugar 14C seria o que me traria de Londres até ao Porto. Sabes quando vês uma pessoa e sem que te diga nada sentes uma proximidade com essa pessoa? Foi isso…foi isso que senti, com a pessoa que estava sentada ao meu lado. Seu olhar transparente e seu sorriso sincero chamou-me atenção.
“Quase caíamos na fila 13” (avião não tinha fila 13) disse-lhe eu. Ele soltou gargalhada. A viagem correu em amena cavaqueira, trabalho, coisas banais e até descobrimos que tínhamos dois nomes iguais…e assim chegamos ao Porto. Ele residia em Lisboa, mas por razoes profissionais ficaria uma noite no Porto e só depois regressaria a Lisboa. Aproveitando que estava só, disponibilizei para o deixar no Hotel. Inicialmente não aceitou, mas face a minha insistência, aceitou com a condição de me pagar a famosa francesinha!  
E foi assim, foi assim do nada que conheci o Pedro, que se tornou num grande amigo, aqueles verdadeiros amigos. Tínhamos formas diferentes de ver algumas coisas, mas partilhávamos comungávamos o fundamental. Abriu-me as portas de sua casa e da sua família, deu-me a conhecer o seu mundo e aprendi muito com a sua forma de encarar a vida. Nos últimos meses fui ele que me segurou…amarrou-me ao cais e não me deixou ir.
O Pedro era feliz, era uma pessoa feliz e tinha uma família feliz!

O Pedro partiu! Desconfio que Deus gosta de pessoas boas….como o Pedro. É a única explicação que tenho para ver partir um ser humano fantástico que ainda nem tinha chegado à ternura dos 40 e deixa família também ela incrível…e uma data de sonhos por realizar.

Estejas onde estiveres, quero agradecer e celebrar! Celebrar a vida, celebrar a tua vida apesar de já não estares entre nós. Agradecer a tua amizade, humanidade, presença, alegria, exemplo, disponibilidade, tua força, frontalidade, lealdade, sorrisos, calma, ponderação e de me fazer ver o outro lado das coisas quando necessitei.
Vou ter saudades das nossas conversas, da tua palavra amiga, das tuas mensagens “és grande” ou “olhos na bola”….ficam anulados teus sonhos e o que tínhamos em conjunto…ficou pendente esse maldito jantar que não devíamos ter marcado, a nossa viagem e aquela promessa…fica tanto por dizer Pedro...ficou tanto por dizer. Obrigado companheiro! Desculpa…desculpa Pedro! 

Sabes, fazes-me falta! Hoje…









Até um dia!


sábado, 21 de novembro de 2015

Existem dias...

Existem dias que nao passam...
Existem dias que nao sao dias...
Existem dias que são escuros...
Existem dias que me sinto à deriva...
Existem dias que estas em todo o lado...
Existem dias...vazios.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Não sei....

...se a vida é curta
Ou longa demais para cada um de nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração
das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que que conforta,
Silencio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz que ela
Não seja nem curta, nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...enquanto durar.
-  Cora Coralina -

domingo, 15 de novembro de 2015

12...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               

terça-feira, 3 de novembro de 2015

# Reflexão Chegou o meu tempo...

Ontem alguém me disse uma coisa que andei com ela o dia todo a bater-me na cabeça.
Ser humano tem uma tendência inata na busca explicações para que nos ocorre na vida. Uma tendência humana, natural e realça a sede do porquê. As vezes não temos capacidade, estamos bloqueados, afogados, presos em que tudo sai ao mesmo tempo. Sem capacidade de pensar, raciocinar…respirar. Estamos envolvidos nas coisas, mergulhados num novelo de lã onde não encontramos as pontas. Este ato, tantas vezes de desespero, leva-nos a sair de nós e a buscar explicações no que está fora de nós, chama-se a isto fé, crença, ou simplesmente saída. E é aqui que a nossa mente nos pode pregar uma partida. Em vez de explicação, de ir ao fundo do que somos, a nossa mente dá-nos o que queremos, mas é tão-somente um analgésico que tira a dor momentaneamente…

Existem cadeias repletas de assassinos convictos dos seus atos
Existem bibliotecas cheias de livros que explicam e validam nossas acções…mas as bibliotecas também estão cheias de livros que rejeitam e reprovam essas mesmas nossas acções.
Existem frases que nos dão apoio às nossas atitudes,…mas existem frases que também rejeitam e reprovam essas mesmas atitudes.
Existem músicas que cantam os nossos sentires,…mas existem canções que reprovam esses mesmos palpitares.

A nossa tendência natural, é pegar naquela que mais é adequada à nossa situação e que na grande maioria das vezes validam nossas ações, atitudes e estados de alma. É sempre à escolha do nosso ânimo e zona de conforto.
Concordo com este tipo de “técnicas” como fator motivador, não acredito que sejam explicação para a nossa vida. Buscamos fora de nós, no outro, no que nos rodeia…quando a verdadeira resposta está sempre dentro de nós.
Por mais sofrimento que nos traga, por mais incómodo que seja, é fundamental pararmos, entrarmos em nós, mergulhar na imensidão no nosso eu, com as nossas limitações e virtudes, com as nossas misérias e dores…e parar, em silencio, de forma transparente, despimos o nosso eu exterior e entrar na imensidão profunda da nossa essência…e deixarmo-nos ouvir, deixar ouvir os berros ou a acalmia da nossa alma, as nossas fragilidades, aquilo que é nosso…e calmamente deixarmos falar o nosso eu! Uma conversa do eu para eu, franca e verdadeira. E a resposta aparece, vai aparecer, pode não ser à primeira, mas vai aparecer. Pode ser incómoda, dorida, dolorosa, miserável…pode aparecer em forma de erro, de incapacidade, de revolta…é como soltar o “monstro” que temos dentro de nós…apenas temos de ter a coragem de sermos verdadeiros e honestos connosco próprios. E isto, muitas vezes, dá medo, porque ter a capacidade de ouvir o nosso profundo eu, é um ato de coragem, mas que pode ser doloroso.
Depois, depois ficamos soltos, leves, ponderados e acima de tudo…conscientes do ponto em que nos encontramos. E a partir daí aceitarmo-nos como somos, totalmente despidos de preconceitos e soltamos as amarras que nos prendem a nós mesmos. Se erramos, ter a noção que faz parte do processo. Se der para reparar, fazê-lo o mais rápido possível, se não der…pedir desculpa e aprender, melhorar e crescer.
Se perdemos a capacidades de sermos humildes, verdadeiros e despojados com o que somos, estamos a adiar um sofrimento que vai de novo aparecer mais adiante, e normalmente aparece sempre de forma mais violenta e dolorosa. Todos os desvios que tentamos justificar com coisas exteriores ao que somos, significa que, acima de tudo, não estamos a ser honestos com nós mesmos e vamos carregar esse fardo de dor para o resto da vida.
As nossas respostas estão sempre dentro de nós, no nosso profundo ser. Podemos enganar-nos a nós próprios por algum tempo, mas não por muito tempo.
Chegou o meu tempo de mergulhar nas profundezas de mim.

Chegou o meu tempo…

“Perdemo-nos” porque nos calamos…

Não me perdi em palavras, no querer, no desejo e paixão, em sentimentos, na vida, na confiança, não me perdi na ilusão, perdi…perdemo-nos porque nos calamos...

Calar? Não! Nunca mais!
Falar, partilhar…exteriorizar tudo sem esperar.

A melhor forma de proteger alguém, é falar, partilhar...falhei. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

# Reflexão: A vida é tão rara…

Paciência é um movimento interior que tem o poder de nos fazer entender a vida e as delicadezas do tempo.
Mergulhar no coração da paciência, entender a raridade da vida é estranho mas não deixa de ser belo quando ficamos atentos a perceber a raridade da vida. Muitas vezes nossos olhos tão apressados não nos conduzem ao coração dessa raridade.
Muitas vezes matamos a nossa vida ou matamos a oportunidade de viver bem porque não somos capazes de fazer a leitura correta do que é que o tempo e nos pede. Em cada dia o tempo vai-nos pedir alguma coisa e é esse olhar atento que nos vai dando essa clareza de perceber o que hoje grita e chama por mim. Qual é a realidade que hoje é inadiável? As vezes somos tão negligentes na percepção disso que desperdiçamos tempo colocando nosso empenho numa realidade que não era para aquele momento. Torna-se importante desenvolver a habilidade de dizer “não” e dizer “sim” porque essa é uma habilidade que só a maturidade nos trás, porque as vezes somos imaturos e não sabemos ver as urgências do tempo. Vivemos numa ilusão. Não! Antes de tudo, preciso perceber o que é que a vida esta a pedir de mim! Porque nem sempre o outro, aquilo que posso fazer para agradar o outro está em consonância com aquilo que a vida está a pedir de mim. Mesmo que por crescermos, temos de ter a coragem de cortar muitas coisas. Quantas vezes na minha vida me empenhei em coisas erradas? E depois não temos como sermos Felizes! Depois não podemos descobrir um contentamento sabendo o que meu empenho não foi onde deveria ser. O que nos faz sentir bem, é olhar para o contexto das minhas escolhas e ficar confortável com aquilo que foi escolhido. A nossa maneira de viver, às vezes prívamos dessa percepção. Estamos muitos estranhos a nós mesmos. Nunca temos a capacidade de dar tudo, e fazer as coisas que se devia/podia ser feitas, mas resta a consciência de uma entrega pura e sincera para podermos libertar a dor…e muitas vezes o problema está do outro lado, porque quem recebe perde-se na insegurança de pensamentos estranhos e palavras embrulhadas que a vida não dá nem representa a realidade. Vivemos entalados entre dois mundos, o real, o verdadeiro e o imaginário, aquele que nos cega e não deixa ver…ver o que está mesmo à frente dos nossos olhos e dentro do coração. Focar no essencial e no verdadeiramente importante e sacudir o acessório é a chave da vida e da felicidade. Somos responsáveis pelo que dizemos, não podemos ser responsáveis pelo que o outro percepciona.

De um desconhecido…
De um desconhecido que também anda à procura de si mesmo com uma necessidade imensa de se encontrar no tempo, neste meu tempo…no fim, todos temos o direito de sermos felizes, e cada um sabe o que vai cá dentro...a vida é tão rara…


Alguém disse...


Cuidado! 
Alguém disse que pode ser uma ilusão...
[In Amar de olhos abertos]

domingo, 1 de novembro de 2015

Diz-me o que sou para ti...

...devia ser esta a tua pergunta.
Amar também é puxar o outro quando ele se desvia, alinharmo-nos, questionar, falar, ser fontal. Nunca se pode deixar aumentar a dúvida quando o nosso sentimento é puro e verdadeiro (já estou a falar de mim). Comecei por aí, começamos por aí! Eu sei quem sou, conheço-me e daí “quando disser ou fizer alguma coisa que te deixe na dúvida, pergunta! Não penses.” Lembras? Possivelmente nem lembras, mas é um momento que tenho gravado dentro…foi único! Perdi-me nas minhas certezas e tu perdeste-te nessas mesmas certezas!  Tu aí, o meu suporte, meu amparo, a minha razão, minha âncora, minha raiz…eu agarrado a ti, quando tu já me soltavas ao vento. Não deixa de ser irónico, mas de certa forma tem sentido o que dizes, o que já não entendo [nem vou entender], porque face à “pedra que tinhas no teu sapato”, simplesmente não falaste! Alimentaste a dúvida, e quando esta se alimenta, ela cresce, ela cega e deixamos de ver, perdemos a noção da realidade e começamos a valorizar mais o que separa daquilo que junta. Nunca disse que eras um erro, foste a minha maior certeza. “Já errei tudo o que tinha que errar”, no contexto que foi dito só significava que estava de corpo e alma contigo, não estava metido num caminho sem destino com vontade de “experimentar” e saltar fora se não desse. Comecei com medos, inseguranças, desapegado…mas rápido ganhei certezas. Agarrei-me a ti, ficaste em mim! Somos responsáveis pelo que dizemos, não somos responsáveis pelo que o outro escuta ou entende…e quem escuta, se tem duvidas, apenas tem de perguntar! Um oceano de mal entendidos, que podiam ter sido tão facilmente resolvidos...
Errei, sim errei! Claro que errei! Erro de esperar, esperar o momento que na minha cabeça fazia sentido, por querer encontrar momentos perfeitos para poder expressar tudo o que cá ia dentro. Errei o não exteriorizar o quanto eras o centro de mim! Errei quando te quis proteger (já nem sei o que isso significa). Errei não ter definido esses objetivos que fui construindo, porque apenas os queria dizer olhos nos olhos, esses mesmos objetivos que também tu os sentias e também não dizias. Errei por me ter apoiado em ti (e nem imaginas quanto), errei por não ter a capacidade de discernir e deixar-me perder naquilo que se passava a minha volta.


Pode parecer, mas não quero ter razão. Não me serve de nada, nunca pretendi ter, apenas quero perceber e sair deste ponto onde estou. 

[ Continua…]

Novembro...


Não sei onde estou...
Não sei onde me perdi...
Não sei onde me encontrar...
Não sei para onde ir...


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Amar, dar espaço e confiar....

Eu amava-te, eu dei-te espaço, eu confiava!
O não ter condições de tomar decisões, num determinado momento, não significa que não te amasse. Amar também é um ato de responsabilidade, o amor verdadeiro exige responsabilidade. Deixamos de ser responsáveis apenas pela nossa vida e tornamo-nos responsáveis por a vida do outro. E esta é a melhor responsabilidade que se pode ter! Apenas, e por um conjunto de circunstâncias (algumas que sabes), não tinha a minha vida orientada para te dar tudo o que queria dar, e te poder acolher no meu meio, porque no meu mundo já estavas! Nada mais que isso! Amar não significa aliar-se do que nos rodeia, amar também é ter capacidade de procurar o momento para acolher e simplesmente te poderes entregar.
Eu confiei em ti e confiei no tempo! Confiei que com o tempo estávamos a traçar nosso destino na certeza que o momento iria chegar, e mais rápido que alguma vez imaginavas!
Eu confiei em ti, porque pensava que estava claro o meu sentimento por ti e acreditava que era forte!
Eu esperava por teu sinal para dar um salto aí…nunca ouvi esse sinal.
Eu esperava por teu sinal para dares um salto aqui…nunca ouvi esse sinal…a mensagem era justamente a contraria! Mas eu confiava, eu dava-te espaço! Viste tudo ao contrário...e face as duvidas, que parece que tinhas, nunca te abriste comigo! Eu que confiava em ti!
Duas pessoas sentem o mesmo sentimento de forma diferente, mas não se pode esperar…ficar a espera que a dúvida nos invada! A duvida destrói! Parece que interpretavas minhas atitudes de forma contraditória, mas face a isso…preferiste não esclarecer nem ir à luta! Desististe! Desististe de mim e desististe de ti!
Viver é lutar, falar de forma aberta quando se tem duvidas, procurar pontos de encontro, e não deixar que entre e aumente a dúvida. Quando não se sabe viver com ela, temos de falar. Se não temos a capacidade de nos abrir com quem amamos, com quem nos abrimos?
Viver não é simplesmente seguir em frente! Isso é fugir! Amar é lutar.
Quando me disseste o que sentias, compreendi a confusão que para aí ia….e fiz o que faz quem ama! Fui atrás, fui á luta, apenas para alinhar o meu sentimento que pensava que também era o teu…
E tu já me tinhas metido dentro de uma redoma de vidro….já não estava em ti! Que raio de amor é esse que nem uma oportunidade te dás?
Como se pode arrumar assim um sentimento de forma tão rápida? Que raio de sentimento é esse?
Quem ama e não se dá uma oportunidade sincera e verdadeira….corre o risco de não ter outra oportunidade. Não tentaste…
Viver não é viajar no primeiro comboio que nos aparece pela frente sem saber o destino….para quando nos damos conta para onde vai, sair na próxima estação.
Viver é ter a capacidade de apanhar o comboio certo…e tudo começa por ter bem definido o destino! É necessário saber esperar. 
Quem não tem isso presente, nunca vai chegar e perde-se de estação em estação!

Dei-te e dei-me...sabias a importância que dava ao confiar. Foi das nossas primeiras conversas...e tu decidiste, atacando-me, jogando-me para o lado, da única forma que não podias ter feito. Pela confiança!

sábado, 3 de outubro de 2015

Meus medos

Trago, em mim, a ansiedade de te querer tanto e o medo gélido de falhar. De não conseguir estar quando necessitas. De não saber ser quem precisas que seja. Medo de te amar tanto, tanto, que a vertigem do amor me chegue a desequilibrar - e me atire ao chão.
...
Sou eu. E estou aqui, assim: Tão forte e, simultaneamente, tão, tão vulnerável
...

Laura Almeida Azevedo

Amo-te JMF

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Sentir estranho...

Hoje foste fazer não sei o quê por causa de um gato….com um tal Pedro!
Senti uma coisa estranha dentro de mim que não sei explicar.

Vou à varanda, olho o céu em tua direcção e desvio meu olhar e pensamento para ti…confio em ti!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Já não posso esperar mais...

Não gosto do meu dia de aniversário…e não tem sentido! Não gostas de surpresas, mas vou correr o risco e vou…não posso mais!
Quero que este dia fique marcado pelo “amo-te” e quero que neste dia comecemos a definir nosso caminho juntos. Definir nossas metas…nosso caminho, deixar o “tu aí” e o “eu aqui” e passarmos a falar no nós! Está na hora, mais que na hora….

Quero que este dia seja inesquecível, não por ter nascido….mas por renascer. Renascer contigo!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

As vezes...

As vezes baralhas-me tanto….não entendo alguns silêncios! Gostava que me ligasses mais….e não entendo porque não o fazes..

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Quero dizer-te

Quero dizer-te “amo-te” mas esta palavra só tem sentido olhos-nos-olhos….porque é única com um abraço.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Horas que não chegam...

Não vejo a hora que me peças para ir aí…não vejo a hora que venhas para aqui. Não sou consciente de tudo que vai desse lado, e não posso pedir….marcas tu o ritmo! Mas gostava de estar contigo.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

A balouçar...

Fico completamente a balouçar quando tens esses momentos de silêncio….que dizes necessitar de espairecer.

Tenho de aceitar e passar-te calma…porque amar também é isso, é dar espaço…mas mete-me tanto medo…quem sabe porque a distância potencía o sentir…não é o mesmo sentir isso a 5 minutos de ti….do que a mais de 1.600 Kms

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

domingo, 2 de agosto de 2015

Pensamentos...

Momentos difíceis estes em que sinto que o meu tio nos esta a deixar. Mesmo á distancia, dás-me força, mas hoje senti tua falta aqui!

domingo, 12 de julho de 2015

Hoje perdi-me

Hoje perdi-me a olhar para tuas fotos…e descubro que o que sinto por ti, nunca o senti por ninguém.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Existem momentos que marcam e são uma prova que estas no caminho certo.
Quando te vi, tu com teus cabelos soltos, de mala na mão e o teu olhar, mesmo ao longe, iluminou todo o meu ser.
O meu coração disparou, tremia, sentia minhas mãos soar e meu peito tornou-se pequeno. O meu esforço em disfarçar. Entraste no carro e aquele abraço, o teu olhar, o teu sorriso apagaram os momentos que senti a tua falta e esqueci dos abraços que quis e não tive! Esse foi o meu melhor abraço.
Dias que me inundaste o meu ser, entraste em mim da forma mais presente e bela que alguém pode desejar. Teu toque, tua pele, teu cheiro, teu olhar, teu sorriso, tua forma de me tocar, teu sentimento, tua forma…e os momentos transformaram-se NO momento. Aquele momento em que sentes tudo, sais do chão, voas, e elevaste sempre de mão dada. O teu acordar….e aquele momento que tu ali, ao meu lado dormias…e eu a olhar para ti, ver teu ar tranquilo e calmo, tua expressão de mulher, e sentir meu sentir em cada respiro teu.
Os momentos pelas ruas da cidade, a partilha, o rio, os barcos, o simplesmente estar contigo!
Se tivesse que morrer, esse era o momento que escolhia para morrer! Morria feliz por tudo o que me fazes sentir….e porque estava ao teu lado

Este fim-de-semana fui FELIZ e acredito que tu tambem

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Será que algum dia vais ler estas palavras?
Será que faz sentido isto?

A leres, gostava de estar ao pé de ti! Melhor…gostava de ser eu a ler-tas! Representam muitos momentos de uma história que vai crescendo cá dentro.

sábado, 28 de março de 2015

Coragem


As vezes é necessário ter coragem para de nós mesmos, dos labirintos da nossa alma e crenças, para nos agarramos a esperanças indefinidas -mas sentidas - que brotam do fundo de um coração com marcas de uma vida.  


As vezes é necessário termos coragem para enfrentar o medo de viver no risco de algo que pode acabar, mas também pode crescer e viver...

Viver exige coragem para lutar contra aquilo que nos fez sofrer...mas são os riscos que vale a pena viver.

Quem não tem coragem de correr riscos....é riscado pela vida.